"A vida em um breve comentário"

"Pare e pense."

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Anedonia

Olha,pra ser bem sincera,posso até estar sendo um pouco ridícula ao declarar que,estou passando pelo pior momento de minha vida.Sim,ridícula,pois,dentre outros momentos super difíceis que tive,que foram bem duros de superar,mas este momento em especial,esta sendo mais que crucial em minha vida.Eu passei por várias nos últimos tempos,e fui tentando colocar embaixo do tapete,e mesmo que a minha depressão pareça infundada não só para mim,como para muitos,no fundo eu sei bem porque estou assim.Eu sinto muitas vezes,que vou desabar,sinto um sentimento de vazio que parece impregnado em mim,um desespero,uma vontade de dar fim a tudo isso,em vários momentos dos meus dias.Sinto que posso lutar,mas que não vou conseguir,dái penso que vou vencer,porque já estive pior e venci,e porque agora eu haveria de perder?Sinto-me vítima da vida,e eu odeio isso,eu adoro um drama,mas odeio finais tristes devo confessar.As vezes,eu tenho vontade de chorar,mas não consigo,hoje de manhã algumas lágrimas correram pelo meu rosto,e me senti melhor com isso,não conseguir chorar desespera bem mais que chorar desesperadamente as vezes.Me sinto impotente,idiota,e sei que minha vida é muito boa,não,pessoas deprimidas não são cegas,só estão em estado de miopia,astigmatismo talvez...O pior de tudo,bom,tá tudo tão confuso,que nem estou conseguindo definir o que é pior,mas com certeza o que está pesando é o medo,um medo que já senti bem forte um tempo atrás,as vezes acho que esse é meu destino,ser infeliz,sucumbir à psicose ou me matar,mas sinceramente isso é destino digno á alguém?Eu sempre achei que não.Eu gosto de mim,mesmo com tantas coisas difíceis,eu sempre ri com delas,eu gosto da minha vida,e isso está realmente me angustiando muito.Faz mais ou menos um mês que eu estou conhecendo uma fase de mim mesma que eu já tinha visto de outra forma,não menos difícil,mas depois do acontecido,menos apavorante,agora ela se disfarçou de uma desesperança misturada com angústia daquelas que mesmo ao dormir eu creio que tenha passado,acabo sendo acordada por ela.Eu sei que vou conseguir vencer,e sei que quando isso acontecer,serei mais uma vez a pessoa que sempre no fundo sempre fui,a pessoa que eu mais amo.Anedonia descontrolada e descabida,um dia vai ter seu fim.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Keeping me alive...


Hoje quis exprimir meus sentimentos mais mórbidos,e todo meu tédio e minha insatisfação,ou tão somente esse sentimento vazio perigoso,que talvez,somente os suicídas conheçam.Hoje,não somente hoje,me convenci a mais uma vez,me manter viva.Mesmo achando as vezes que não vale a pena,eu agradeço a minha curiosidade e aquele sentimentozinho que até agora,foi maior que todas as minhas mais insanas alucinações,o sentimento de que isso vai passar.


Contudo,não trasformarei meus sentimentos em poesia,já o assim fizeram por mim,uma música,um grande poeta e trovador da dor humana,Renato Russo escreveu, não só a minha dor,mas a de muitos .



Há tempos(Legião urbana).


Parece cocaína mas é só tristeza, talvez tua cidade.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão
E o descompasso e o desperdício herdeiros são
Agora da virtude que perdemos.
Há tempos tive um sonho, não me lembro
não me lembro...
Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso.
Os sonhos vêm e os sonhos vão
O resto é imperfeito.
Disseste que se tua voz tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira.
E há tempos nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
Há tempos são os jovens que adoecem
Há tempos o encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
E só o acaso estende os braços
A quem procura abrigo e proteção.
Meu amor, disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem
Ela disse: "Lá em casa tem um poço
mas a água é muito limpa."

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Adeus por agora



Tentei me enganar,


me convencer que o pouco,


já me sustentava.


Tentei me confundir com palavras,


me levar por jogadas,


mas, a verdade é que isso só não basta


Não o mais sério,porém


quero apenas algo que seja mais certo.


Que não esteja pra mim somente quando quiser


Digo que por hora não mais te quero,


e que vai ser estranho não mais ir atrás,


mas, preciso agora ser mais eu,


preciso receber,


dar agora não é mais momento meu.


Só quero que saiba que foi divertido


tudo que foi dito ou tido


entre nós dois.


E que não te expulso,


apenas te tiro do lugar


de "algo mais"


E se quiser notícias minhas,


venha e peça que lhe darei.


Lavo minhas mãos,


e não mais me esforço,


porque meu planeta é mercúrio,


e sou prática demais pra perder tempo


com alguém que só fica no "tanto faz",


ou no máximo,um talvez


Adeus amigo por hora,


talvez um dia se o destino quiser,


ou você,voltemos a nos encontrar.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Menino maneiro


Menino maneiro,
que quando fala sinto meu corpo inteiro
transpirar de desejo
Menino de jeito mineiro
de voz envolvente
Eu com sede e carente
não posso contigo
Ah,menino não faça isso comigo!
Menino ligeiro
por favor,
me deixe sentir esse seu cheiro
que passo noites em sonhos loucos a desvendar
Menino faceiro
faça mimos,mas me dê o que quero
porque sei que não posso mais me controlar
Menino brasileiro,
latino,late assim meu almejo
de pra ti um dia todo a esse fogo derramar
Que seu canto ainda soa em minha mente,
ainda faz minhas partes mais íntimas vibrarem
Ah,menino como consegue me levar ao êxtase
sem ao menos estar aqui ou me tocar?
Ah,menino maneiro,não se sinta demais
nem atues pra mim
Só apenas saiba,que mexes comigo,
e se sabes...
...Não me faça esperar!

Solidão


Entre quatro paredes,

ouço os ruídos de um silêncio

quase que inaudível,confundível

entre a loucura de se escutar o inescutável,

e a insensatez de palavras tão confusas,

que chegam a ser em suma duvidáveis

Com choros calados,pequenas angústias

lembranças quase que esquecidas

dolorosas,ainda que quase apagadas,

ainda permanecem aqui

Parecem zombar de mim,

quase posso ouvir seus risos insanamente altos

na minha mente,eles tocam como sinos loucos a soar

Sinto um vazio,sinto-me como pedra logo após,

seria eu uma louca,uma bipolar?

Sinto falta dos tempos de divã

Com controle de todos meus sentidos,que hoje os tenho

O meu rosto ainda se salga,se afoga em lágrimas sufocadas

em soluços de criança,que se põe a tudo questionar

O que procuro,não me pergunte,nem me conteste
porque eu ainda não sei,

e o medo de mim mesma,me acompanha todos os dias ,todas as noites

eu companheira e inimiga de mim
Sinto falta de algo que sequer consigo nominar,

um dia pensei encontrar,

mas a decepção foi mais forte,e o pior golpe

não foi só a dor e as lágrimas,

mas a dúvida,que me acompanha desde o nascente,

até o alto luar

Um bosque frio desses tempos de quase inverno,

daqueles com pouca vida e rarefeito ar

de folhas mortas,de cores mórbidas

de ares frios,um tempo que juro até adorar

mas que quando em mim,me aperta,me desespera

me dá medo,me dá frio,e uma terrível sensação

de solidão

Aquele que não está no físico,mas sim no coração


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Não mais que outono


Quando caia o outono,e o quinto dos meses se iniciava

tais fatos me remetiam irremediavelmente a você

Me dei conta que hoje,maio é mais

mais que você,de que coisa alguma resta de ti em meu ser


Descobri nos últimos tempos,que existe vida sem você

eu existo sem você,sou alguém sem pensar em você

e que pronunciar seu nome hoje não me é mais dor

ficou sendo nada,ficou sendo tudo que sempre foi...mas que nunca conseguia ver


Maio esta sendo apenas maio,

esta sendo o que ele sempre devia ser,

nada demais,que é o que é agora você

E todas minhas lágrimas,tão com sentimentos derramadas um dia,

Parecem-me hoje exageradas,descabidas,sem sentido


Levou um tempo pra perceber,algo tão simples

mas que em estado de amor não conseguia ver

que entre todos agora na multidão

você se tornou apenas mais um,finalmente saiu da minha mente e de meu coração!


Penso que estar escrevendo sobre ti,ainda é demais,pra tal pessoa

que hoje não significa nada mais pra mim,

mas precisava registrar o dia em que enfim,

você se tornou pra mim o que eu sempre fui pra você,insignificante nada em meu ser


E ainda que foras o primeiro de meus amores

és nada por ter me dado em troca nada além do seu desprezo

nem seu respeito,nem sua consideração

nem sua amizade,ouso dizer que hoje és menos pra mim do que fui pra ti


Que não vejam despeito em meus versos

e raiva em minhas palavras

só vejam sinceridade no que eu digo,

na humanidade em que aqui eu falo


No embate dos atos alheios para conosco,

de duas uma pode ocorrer,

ou se tornar algo que não se esquece,

ou se tornar algo tão fútil,que só resta esquecer


incrivelmente humano perceber,como as coisas mudam

como as cartas se erguem,sem mesmo se ver

ou notar ou perceber,

as pessoas são mesmo,fruto do que são pra nós


E mesmo com saudade do que eu sentia

hoje já não sei mais te amar,

não te conheço,

Só mesmo falta sinto do amor que sentia ,da alma que ama


Sinto falta dos sintomas, da força

e dos sonhos

Hoje já não sonho mais com amor

nem mais com flores,nem mais contigo

No mais amargo dos meus outonos,

maio hoje é mais doce quase imperceptivelmente,

por não ter mais a dor que era pra mim amar-te
amor com amor não se paga,mas também não se alimenta



Para aqueles que sofrem a dor da desilusão,saibam que ela um dia passa,e mesmo que fique vazio por um tempo,o outono dá lugar ao inverno,que dá lugar a primavera,que em setembro faz tudo de novo renascer,percebi que bonito mesmo é setembro o mês que renasce,e como setembrina,eu sempre soube renascer.

domingo, 27 de abril de 2008

Perdendo os dentes


Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci