"A vida em um breve comentário"

"Pare e pense."

terça-feira, 1 de julho de 2008

Keeping me alive...


Hoje quis exprimir meus sentimentos mais mórbidos,e todo meu tédio e minha insatisfação,ou tão somente esse sentimento vazio perigoso,que talvez,somente os suicídas conheçam.Hoje,não somente hoje,me convenci a mais uma vez,me manter viva.Mesmo achando as vezes que não vale a pena,eu agradeço a minha curiosidade e aquele sentimentozinho que até agora,foi maior que todas as minhas mais insanas alucinações,o sentimento de que isso vai passar.


Contudo,não trasformarei meus sentimentos em poesia,já o assim fizeram por mim,uma música,um grande poeta e trovador da dor humana,Renato Russo escreveu, não só a minha dor,mas a de muitos .



Há tempos(Legião urbana).


Parece cocaína mas é só tristeza, talvez tua cidade.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão
E o descompasso e o desperdício herdeiros são
Agora da virtude que perdemos.
Há tempos tive um sonho, não me lembro
não me lembro...
Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso.
Os sonhos vêm e os sonhos vão
O resto é imperfeito.
Disseste que se tua voz tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira.
E há tempos nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
Há tempos são os jovens que adoecem
Há tempos o encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
E só o acaso estende os braços
A quem procura abrigo e proteção.
Meu amor, disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem
Ela disse: "Lá em casa tem um poço
mas a água é muito limpa."

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Adeus por agora



Tentei me enganar,


me convencer que o pouco,


já me sustentava.


Tentei me confundir com palavras,


me levar por jogadas,


mas, a verdade é que isso só não basta


Não o mais sério,porém


quero apenas algo que seja mais certo.


Que não esteja pra mim somente quando quiser


Digo que por hora não mais te quero,


e que vai ser estranho não mais ir atrás,


mas, preciso agora ser mais eu,


preciso receber,


dar agora não é mais momento meu.


Só quero que saiba que foi divertido


tudo que foi dito ou tido


entre nós dois.


E que não te expulso,


apenas te tiro do lugar


de "algo mais"


E se quiser notícias minhas,


venha e peça que lhe darei.


Lavo minhas mãos,


e não mais me esforço,


porque meu planeta é mercúrio,


e sou prática demais pra perder tempo


com alguém que só fica no "tanto faz",


ou no máximo,um talvez


Adeus amigo por hora,


talvez um dia se o destino quiser,


ou você,voltemos a nos encontrar.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Menino maneiro


Menino maneiro,
que quando fala sinto meu corpo inteiro
transpirar de desejo
Menino de jeito mineiro
de voz envolvente
Eu com sede e carente
não posso contigo
Ah,menino não faça isso comigo!
Menino ligeiro
por favor,
me deixe sentir esse seu cheiro
que passo noites em sonhos loucos a desvendar
Menino faceiro
faça mimos,mas me dê o que quero
porque sei que não posso mais me controlar
Menino brasileiro,
latino,late assim meu almejo
de pra ti um dia todo a esse fogo derramar
Que seu canto ainda soa em minha mente,
ainda faz minhas partes mais íntimas vibrarem
Ah,menino como consegue me levar ao êxtase
sem ao menos estar aqui ou me tocar?
Ah,menino maneiro,não se sinta demais
nem atues pra mim
Só apenas saiba,que mexes comigo,
e se sabes...
...Não me faça esperar!

Solidão


Entre quatro paredes,

ouço os ruídos de um silêncio

quase que inaudível,confundível

entre a loucura de se escutar o inescutável,

e a insensatez de palavras tão confusas,

que chegam a ser em suma duvidáveis

Com choros calados,pequenas angústias

lembranças quase que esquecidas

dolorosas,ainda que quase apagadas,

ainda permanecem aqui

Parecem zombar de mim,

quase posso ouvir seus risos insanamente altos

na minha mente,eles tocam como sinos loucos a soar

Sinto um vazio,sinto-me como pedra logo após,

seria eu uma louca,uma bipolar?

Sinto falta dos tempos de divã

Com controle de todos meus sentidos,que hoje os tenho

O meu rosto ainda se salga,se afoga em lágrimas sufocadas

em soluços de criança,que se põe a tudo questionar

O que procuro,não me pergunte,nem me conteste
porque eu ainda não sei,

e o medo de mim mesma,me acompanha todos os dias ,todas as noites

eu companheira e inimiga de mim
Sinto falta de algo que sequer consigo nominar,

um dia pensei encontrar,

mas a decepção foi mais forte,e o pior golpe

não foi só a dor e as lágrimas,

mas a dúvida,que me acompanha desde o nascente,

até o alto luar

Um bosque frio desses tempos de quase inverno,

daqueles com pouca vida e rarefeito ar

de folhas mortas,de cores mórbidas

de ares frios,um tempo que juro até adorar

mas que quando em mim,me aperta,me desespera

me dá medo,me dá frio,e uma terrível sensação

de solidão

Aquele que não está no físico,mas sim no coração


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Não mais que outono


Quando caia o outono,e o quinto dos meses se iniciava

tais fatos me remetiam irremediavelmente a você

Me dei conta que hoje,maio é mais

mais que você,de que coisa alguma resta de ti em meu ser


Descobri nos últimos tempos,que existe vida sem você

eu existo sem você,sou alguém sem pensar em você

e que pronunciar seu nome hoje não me é mais dor

ficou sendo nada,ficou sendo tudo que sempre foi...mas que nunca conseguia ver


Maio esta sendo apenas maio,

esta sendo o que ele sempre devia ser,

nada demais,que é o que é agora você

E todas minhas lágrimas,tão com sentimentos derramadas um dia,

Parecem-me hoje exageradas,descabidas,sem sentido


Levou um tempo pra perceber,algo tão simples

mas que em estado de amor não conseguia ver

que entre todos agora na multidão

você se tornou apenas mais um,finalmente saiu da minha mente e de meu coração!


Penso que estar escrevendo sobre ti,ainda é demais,pra tal pessoa

que hoje não significa nada mais pra mim,

mas precisava registrar o dia em que enfim,

você se tornou pra mim o que eu sempre fui pra você,insignificante nada em meu ser


E ainda que foras o primeiro de meus amores

és nada por ter me dado em troca nada além do seu desprezo

nem seu respeito,nem sua consideração

nem sua amizade,ouso dizer que hoje és menos pra mim do que fui pra ti


Que não vejam despeito em meus versos

e raiva em minhas palavras

só vejam sinceridade no que eu digo,

na humanidade em que aqui eu falo


No embate dos atos alheios para conosco,

de duas uma pode ocorrer,

ou se tornar algo que não se esquece,

ou se tornar algo tão fútil,que só resta esquecer


incrivelmente humano perceber,como as coisas mudam

como as cartas se erguem,sem mesmo se ver

ou notar ou perceber,

as pessoas são mesmo,fruto do que são pra nós


E mesmo com saudade do que eu sentia

hoje já não sei mais te amar,

não te conheço,

Só mesmo falta sinto do amor que sentia ,da alma que ama


Sinto falta dos sintomas, da força

e dos sonhos

Hoje já não sonho mais com amor

nem mais com flores,nem mais contigo

No mais amargo dos meus outonos,

maio hoje é mais doce quase imperceptivelmente,

por não ter mais a dor que era pra mim amar-te
amor com amor não se paga,mas também não se alimenta



Para aqueles que sofrem a dor da desilusão,saibam que ela um dia passa,e mesmo que fique vazio por um tempo,o outono dá lugar ao inverno,que dá lugar a primavera,que em setembro faz tudo de novo renascer,percebi que bonito mesmo é setembro o mês que renasce,e como setembrina,eu sempre soube renascer.

domingo, 27 de abril de 2008

Perdendo os dentes


Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

sábado, 5 de abril de 2008

As meninas


Certa vez,não me lembro bem,acho que muito pequenina posso dizer,me disseram que,falar sobre feridas que ainda doem era um dos atos mais corajosos que um ser humano poderia enfrentar.

Pois bem hoje com Cecília desenterro um de meus maiores males,o que fora durante anos meu maior pesadelo real.É incrível como certas pessoas e acontecimentos mudam,as vezes tão radicalmente nossas vidas.Mas que desenterrar temores e desacorrentar fantasmas,em minha Teoria de conclusão de curso do meu técnico de Moda,esse ano chego a uma idade,que não me permite mais carregar fardos pesados de minha infância e adolescência,é mais do que hora de perseverar em direção ao futuro,e viver sem medo de eventuais "efeitos de repetição".

Pois bem então em desenvolvimento ao meu Tcc,que é algo parte biográfico(grande parte "as matter of fact"),eu desenterro minha quinta série,com os meus então onze para doze anos de idade,onde no primeiro livro do ano da lista era "Ou isto ou aquilo" de Cecília Meirelles.Eu que desde essa idade,já havia lido muitos livros,pois minha paixão por leitura vem de muitos anos,Cecília não me soava estranho,também no entanto, não me soava com extrema intimidade.

Naquela época estudava em um colégio mais conhecido certamente que o colégio em que passei todo o primário,colégio de bairro,junto com a quinta,eu que tinha passado por probelams com amiguinhas no outro colégio,tudo que eu queria,era fazer novas amizades,e deixar minha problématica quarta série pra trás.Tudo trascorria bem,até que fiz duas amigas que dividiam o mesmo nome,e pode acreditar,o mesmo signo.Nós éramos muito próximas,como unha e carne dizia nossos professores,tanto que no trabalho do livro de Cecília,fizemos uma apresentação cantada,que agradou tano a professora,que apresentemos para todo o colégio.Imagine nem era tão brilhante,porém ficara interessante musicalizar,um poema que já era quase uma música.

O poema era "As meninas",e me lembro de ter ficado irritada de me ter "sobrado" a doce e singela Maria,se você souber o poema,que vou colocar aqui,me entenmderia,ou não,hoje vejo,que nenhuma era melhor que Maria,só hoje vejo,que nem Arabela,nem Carolina,o que eu quero mesmo ser é um pouco mais Maria.Com o "papel" de Maria,eu cantava mais que as duas,e nossa apresentação foi bem aclamada.Tinhamos boas idéias,nossas peças nas aulas de teatro eram extremamente engraçadas,(tanto que até mesmo eu,que fazia parte,fiz xixi nas calças certa vez em cena!)enfim éramos em aprte as próprias meninas ,com algumas pequenas mudanças é claro.

Mas então,no ano seguinte as coisas ,mudaram e sem dar muitas explicações,elas começaram a me evitar,e dizerem que não queriam mais minha amizade.Não aquilo não poderia acontecer mais uma vez,eu pensava.Eu pedia explicações que o colégio e a sala inteira pareciam entender menos eu,ofensas,que uma pessoa como eu jamais lanaçaria á alguém,acho que isso me machucou muito,nunca ofenderia a mãe de ninguém,Meus princípios jamais me permitiriam.Mas com tais alegações,convenceram muita gente,que me ofendiam,lançavam olhares de repúdio,desde na perua escolar(eu ia pra escola com uma delas)até hora do intervalo.Ofensas,papeizinhs tacados em mim,piadinhas,músiquinhas,e eu se já não bastasse minha dor repentina de perder minhas queridas amizades,ainda tinha que sofrer uma malhação do Judas,por algo que eu sabia que não havia dito.Sofri assim por meses,e elas mantinham o que sempre diziam,meu sofrimento era tão doloroso,que eu ficava sozinha na escola,com vergonha daquelas pessoas que me julgavam tão cruelmente,e ainda a única companhia que tinha,depois descobri,que espalhava mais mentiras para elas.Certamente a escola nunca fora o meu lugar predileto,depois de tal experiência,ela deixou de ser para sempre,pelo menos até agora.

O que posso dizer é que eu com meus doze anos de idade,não tinha noção o que danos psicológicos como aqueles poderiam me trazer como consequência,não demoraria muito a descobrir,mas exatamente em meados de outubro,quando me mudei de horário,após meses de humilhações diárias,e acreditem a coordenação não puniu,nenhuma das agrssões morais e quase físcas,nenhuma delas.Quando me mudei de horário,tudo parecia ficar bem,não ia pra escola mais com frequência,e sentia que meus novos colegas,me aceitavam bem.Não precisou de uma semana,para que eu tivesse a primeira de muitas outras crises de uma doença que eu nem conhecia na época,lembro que cheguei na escola,e n primeira aula,vi tudo meio embaçado,senti tontura,meu coração disparava,uma falta de ar,mãos molhadas e frias,rosto quente e a pior das sensações,uma intensa,real e horrível sensação de morte.Para mim naquele instante,com treze anos recém completados de idade,que me lembro muito nitidamente ,para mim a sensação era que eu ia "desligar "a qualquer momento,assim com um descontrole total de mim,minha professora viu minha falta de cor quando fui a sua mesa,bambeando,e fui pra casa,com uma suspeita de fraqueza,depoiis de tudo que eu havia passado naquela escola,não seria estranho eu ter fraquezas.Algo em mim me dizia que não era falta de glicose no sangue meu problema,eu sentia com medo que era algo mais,pois minha percepção visula,auditiva e de ver ,sentir e pensar no mundo e em mim como ser humano havia mudado,era como se eu estivesse acorrentada em mim,e sem o menor controle do meu corpo.Passaram se os dias e as crises eram constantes,entre a primeira e a segunda aula,no início,era só na escola,depois passava se em qualquer luagar que fosse,o que me trasformou em além de prisoneira do meu próprio corpo,prisioneira da minha própria casa.Me levaram a médicos,fiz até exames eletrocardiograma,encefalograma,e tudo parecia estar absolutamente normal,até o de sangue,nada de anemia ou coisa similar,até que uma viznha recomendou minha mãe que me levasse á um profissional especializado,ou seja um psicólogo,minha mãe que já havia me levado anos antes,por ser filha de pais separados,me levou a uma psicológa recomendada por uma prima minha que é psiquiatra.Fui diagnosticada rapidamente com uma doença que eu nunca havia ouvido sequer o nome,mas que eu me tornaria quase que doutora com o tempo,Síndrome do pânico.Síndrome do quê?Era o que eu pensava,mas o que mais me intrigava era o porque de eu ter desenvolvido aquela doença.O fato de eu ter tido depressão três anos antes,e o fato de muitas frustrações em minha vida,inclusive a recente com minhas melhores amigas e todo o colégio,não parecia claro em minha cabeça pré adolescente.

Fiz terapia,fui entendendo muitas coisas,fui me conhcendo e com o tempo eu fui melhorando,nunca cem por cento,mas aliviada por não ter mais crises violentas como as do princípio,mas o trauma de colégio,mesmo que subconcientemente,desse eu nunca mais me livrei.

Fui vivendo,lutando bravamente dia-a-dia com essa dença que não tem cura,e que como um vício ,cada dia é um dia pra se vencer,e tive outras muitas mais dores em função de essa simples frustração de infância,até parei de estudar no colegial ,me trazendo uma atrazo de dois anos em minha formação,e trazendo outras frustrações com que lidar,mas acima de tudo,eu agradeço a vida,porque ,sem toda essa experiência,eu jamais seria a pessoa mais humana,que melhor entende as pessoas,e mais sábia que sou hoje,não teria conhcido pessoas que me ensinaram muito,lugares,livros ,filmes,músicas,nem teria morado com meu pai( quero dizer mais com a minha vovis querida que com ele)e com minha madrasta e descoberto que viver sem minha mãe e4ra bem mais difícil,não importa que nós sempre brigamos e que eu discorde de muitas coisas que ela faz,e até como ela me criou,mas muito o valor que ela tinha e tem pra mim.Não teria descoberto nem conhecido a pessoa que mais todos deveríamos conhecer melhor,eu mesma.

De nada disso teria sido minha vida,nem mais interessante,nem menos sofrida,porque o sofrimento ensina e muito,agradeço todos os dias.Aprendi e ainda aprendo a cada dia,que,quanto mais conhecimento que se tem,mais responsabilidade para lidar com ele tem que se ter,e isso as vezes traz bastante dor,mas também traz algo muito divino,algo que a ignorância e a normailidade nunca poderiam dar.Aquele sentimento de que mesmo que você sofra,e saiba que o mundo ainda é injusto e arcaico em relações as inúmeras diferenças que as pessoas têm,eu sinto que eu sou uma pessoa toda especial na minha singularidade em relação á mim mesma,e igual em relação a minha humanidade.Acho que aos onze,antes de tudo isso que ocorreu em minha vida,não sabia da grande impotância de Maria em nossas vidas.Como Maria perdoei as menians que tanto me fizeram sofrer,pois pior que não ser perdoado,e viver sem perdoar alguém.



As meninas (Cecília Meirelles)


Arabela

abria a janela.


Carolina

erguia a cortina.


E Maria

olhava e sorria:

"Bom dia!"


Arabela

foi sempre a mais bela.


Carolina

a mais sábia menina.


E Maria

apenas sorria:

"Bom dia!"


Pensaremos em cada menina

que vivia naquela janela;

uma que se chamava Arabela,

outra que se chamou Carolina.


Mas a nossa profunda saudade

è Maria,Maria,Maria,

que dizia com voz de amizade:

"Bom dia!"