"A vida em um breve comentário"

"Pare e pense."

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Um momento em que resolvi fazer a poesia para uma amiga tão querida.

Lady Day


A bela adormecida vespertina
ainda não sei se és mais mulher
ou mais menina
ou outro místério qualquer

Diga- nos linda dama
és lady dy ou lady day?
se pôs a escrever e saiu da cama
mais alguns belos versos a surpreender-nos vai

Preciosa amiga mais que estimada e querida
que a todos assopra consolo e amparo das dores
mas não consegues aliviar sua própria ferida
e muito menos se desligar de seus tão guardados amores

Seus saltos,brincos e os vermelhos de suas unhas,não há de mostrar
o que uma mente brilhante e um coração sábio e grande o bastante
pode entender e nos surpreender com o que tal bela criatura pode aguentar
e quanto seus textos são bálsamos para um coração agonizante.

Perdoai-me Lady Day por versos tão pobres
aceitei-os com a humildade de alguém que só quer lhe agradecer
não só por outros versos,mas por atos tão nobres
e pense também que seu sucesso só espera para aparecer




Sei que não está á altura desta minha grande amiga Dyane,mas tem coisas que fazemos simplesmente porque o coração nos pede por fazer.Um grande beijo para você e que 2009
podemos rir e confabular teorias filosóficas loucas como sempre!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Aquelas mesmas promessas

Prometo não prometer nada esse ano.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Pobr'alma

Ignorância assolada no pouco número de auroras
Assola
Assusta
Magoa
Dói
Indifere.


Existem tantas pobres almas assim?
Ai de mim,que pensem que fossem todas elas boas.

domingo, 23 de novembro de 2008

Agressão fantasiosa

Hoje me peguei em mais uma das situações pedantes da minha vida,sim agravada por essa carência repugnante em que me encontro.Nunca fui posta tanto em cheque em minha vida.Fiquei pensando,porque disso tudo,porque tanta dor,tanta desatenção,porque sou tão desvalorizada?Um tanto muito clichê,sim, muito eu diria,mas a questão era será que eu sou tão pouco assim?Não,não sou,já tô manjada para cair nas armadilhas tão fúteis da insegurança,é eu acho que ando me prendendo em gente que é muito pouco para mim,porque como dizia uma grande escritora,as vezes os outros não são tão grandes a ponto de realmente nos entender e nos amar,e se é assim,sim,são poucos,nâo nos merecem.Eu consigo enxergar que estou carente,mas,sabe quando se está em uma fase em que parece estar sendo testada,como se agora fosse a hora de provar que tudo que você diz,você faz realmente?Pois é,andei escorregando.Como fraco ser humano acabo caindo nas armadilhas da carência,e eu agora vejo que isso dói mais,muito mais que a rejeição,é saber que está errando e não ter forças para fazer o certo.O final é sempre o mesmo,dá tudo errado,porque infelizmente no mundo não existem só pessoas que se preocupam com a dor e sentimentos alheios,que tentam se controlar e não prometer demais,que conseguem manter seus atos,suas palavras,é existem pessoas que acabam brincando com o sentimento alheio,e outra coisa pior,muitas vezes não é por querer,mas dói,e não interessa se foi por mal ou não,dói,e isso não é brincadeira.O problema hoje em dia de muitas pessoas terem medo de amar,é porque sempre teve alguém que brincou com os sentimentos dela,não digo só amor romântico,pai,mãe,amigo e muitas outras pessoas.As pessoas ultimamente vivem numa era de aquário desatinada,uma empolgação supérflua e passageira,e ainda tentam se convencerem que toda essa bagunça é normal,não eu não vou fazer coro a massa sem voz,eu não vou concordar com essa flagelação descabida e exacerbada que se vê a cada esquina que se passa hoje em dia.Eu sei o que eu quero,e não vou me deixar levar pelos sentimentos efêmeros,sendo que sei que o que eu quero mais,o que eu quero é maior.O mundo não é de todos,a individualidade é usada e incorreta,não ensina a eles de si próprios.Cansei dessa euforia jovem de querer viver de tudo,querer provar de tudo,querer beijar a todos.Medíocre?É,talvez,mas pelo menos eu não carrego em meus sonhos levianamente a dor alheia da desiluzão alheia.Meu travesseiro é porto de uma cabeça leve de culpas.

Não sejamos hipócritas,queremos afago e amor,não queremos só sexo,queremos o verso e o reverso,as risadas e o choro molhando no ombro doado.Chega de nos enganarmos,chega disso tudo,quantos sofrem e quantos ainda mais sofrerão?Tomar cuidado com as pessoas,é isso que falta,a parte de uma humanidade que só serve de explicação para os erros dela mesma.Falta afeto,e o pior tá faltando amor.








Agredida pela falta de cuidado alheio.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Limpando o guarda-roupa.

Desde o começo desse blog,eu a autora dos textos que aqui redijo,fugi totalmente da idéia central que tinha desde que fiz esse blog.Normal,caí nas armadilhas melodramáticas da poesia,com palavras belas e rebuscadas,abusando dos sentimentos e situações alheios que vivia.Pois é,mas isso acabou.
Não digo que não farei mais poesias,só digo que me focarei mais no que eu sempre gostei mais de escrever,sobre a vida e sem os grandes rodeios que a poesia pede.
Porque eu sempre me fazia uma pergunta antes de escrever,o que eles querem ler?E na verdade,não é que eu não recebia a resposta por alguma falha minha,mas sim porque a pergunta que eu me fazia é que era errada.Não tenho que escrever o que as pessoas querem,e sim o que elas estão preparadas para ler.Sério,não se dá a obra completa de Miguel de Cervantes "Dom Quixote",para uma criança recém alfabetizada.Escrever de uma forma descontraída e mais simples é o melhor jeito de se aproximar do grande público,pois,o ser humano sempre encontra nas obras de arte,não só um modo de reflexionar sobre os inúmeros teoremas da vida,como também uma forma de relaxar,de sentir-se compreendido,de se entreter.
É tão difícil para escritores(inclusive os amadores como eu) serem objetivos e menos subliminares,porque na verdade a escrita também é um tipo de arte e na arte tem sempre algo auto-biográfico do artista.E não falo de obviedades,(ops,mais uma vez os enigmas e seus escritores)Talvez seja até algo que nem sabemos que temos em nós,e se revelar assim de graça dá medo,muito e em qualquer pessoa.
O que eu acabei rodeando como sempre,como uma boa virginiana obcecada em detalhes e explicações desnecessárias,é que em tempos de banalizações não só na escrita,mas na família,na mídia, nos princípios e sobretudo uma gigantesca banalização da vida,está mais do que na hora de pararmos de sermos tão covardes e egoístas e começarmos a sermos sinceros com o que queremos de verdade,pararmos de dar desculpas para os nossos instintos e vontades,deixarmos de sermos hipócritas e realmente assumirmos que tudo o que está acontecendo é resultado do que fomos e fizemos durante todos esses anos.Falei primeira pessoa do plural,porque,isso se aplica muito a mim,mas seria muita hipocrisia minha bancar a Madre Teresa para um problema tão geral.
Posso ser nova e meus poemas serem um saco,mas se for honesto consigo mesmo você vai ver que, além das minhas futilidades femininas e minhas espinhas,existe muita verdade.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Excêntrica dor(desabafo pré-final)

Vou aqui escrevendo,para ver se ao menos,consigo diminuir essa dor que me causas só pelo infeliz fato de meu amor não por ti ser recíproco.Mais uma vez vivo os dias condenada a ver-te ainda em algum dia,em companhia de seu tão citado amor.Me prendo em suas palavras,e não consigo resistir em tanto admirar-te,nem ao menos consigo extinguir essa tola esperança de que algum dia,olhe para meus pobres versos e resolva me dizer um sim aquela pergunta que nem ao menos o fiz.
És tão comunalmente simples e tão ao mesmo tempo enigmático,que mesmo querendo te esquecer em outros,sempre pareço estar procurando em outros,tu.O medo de nunca mais ver-te,se confunde em um medo maior em algum dia tu apareceres á minha frente.Eu te odeio ressentida e calada,te amando cada vez que vejo a grandeza escrita de suas palavras,me odiando por não conseguir tua atenção,me amando por ao menos saber que existes.
O que sei,e que já conclui que não é muito,é que ficarei de pronto aqui,de longe observar-te a conseguir o que tanto queres,a cada vez mais não ser nada para ti.Viverei de respiração ofegante com novidades tuas,esperando aquela notícia que desejo tanto nunca ouvir.E quando ouvir,me debulharei em lágrimas,pois,mesmo encontrando muitos outros,mesmo sem saber muito,eu sei que não existirá ninguém com quem sonharei ouvir o som das tão belas escritas palavras,me dizendo o que tanto quero ouvir.

Até nunca,viverei a sombra de ti,como um guardião sempre de posto,velando-te a cada queda a prestar qualquer tipo de ajuda e nunca esquecer da expressão crua do talento teu no rosto.

...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Aquela que eu amo mais

Quantas vezes mais eu ainda irei brigar com você?Quantas vezes mais você me dará aquele abrigo que nenhuma pessoa no mundo consegue me dar?Quantas vezes mais você vai sofrer por essa sua filha que as vezes faz tudo errado?É mãe,não sei.
Esses tempos andam sendo tão difíceis,que quando mesmo com raiva de você não me entender,eu consigo ver bem,que se não fosse por você,eu nem sei se estaria aqui.Você é toda a maior ambiguidade da minha vida,minha mais doce hipérbole,minha mais amarga anáfora.
Na história da humanidade,muito sempre se falam dessa relação que vezes parece divina e vezes parece ter o poder de te arruinar,mas,mesmo com todas essas contradições,mesmo com todas brigas,as palavras e as feridas,mesmo com tudo isso,você é a pessoa que eu mais amo nesse mundo.E eu nem sei porque.
Somos tão difusas,que creio que Deus nos colocou como mãe e filha porque,se não os fossemos talvez nunca nos amaríamos ou nem ao menos nos conheceríamos.Eu posso nem saber porque você é a pessoa mais importante da minha vida,mas eu sei o porque de te achar a mais incrível das mulheres do mundo,simplesmente porque você nunca nos deixou.Mesmo com sua pose autoritária,você sempre depois me dava o que eu queria,e sendo bem franca,eu também não sou lá uma pessoa tão fácil de se lidar.Acho que nunca escrevi um texto para você,porque você é todo o mistério dessa minha vida,e também que como meu pai,doeu ver que você era humana e não a deusa loura de salto alto que eu tanto queria ser igual( e também quando descobri que você é quase anã!hahaha),doue mais ainda quando eu descobri muito pequena que você ficou tão infeliz.
É aquele velho assunto de que são nos pais que quando pequenos vemos a vida,acho que no fundo sempre quis ser igual,mas diferente de você,porque ver você triste foi o que me marcou mais,acho que ,não tenho certeza que ver você feliz como era quando era pequenina é o que eu sempre quis.Eu sempre fui mais você,me tornei algo muito diferente ,mas no fundo eu sempre vou ter essa teimosia de luatr até o fim que eu herdei de ninguém mais que você.
É pelos beijos,pelos consolos,pelas noites me velando,pelos doces,pelas bonecas que eu ganhava na birra,por você ser tão maravilhosamente a melhor e mais engraçada mãe que eu poderia ter!

A você a pessoa que eu mais amo nesse mundo!

Te amo mamãe!