Dor expelida forçada,doída
como amarelo pus que sai
limpando toda ferida
a carne a vista por um tempo ficará,vai
mas só quando se liberta do sujo ela se cicatriza
pústula sangrando pus e pulsando sangue
em mim está
limpando o que limpído logo sujo ficará
libertando dos nós da garganta
desapertando o aperto no peito
desvendando tudo que há de mim por dentro
só assim para curar
hei de estar,como espinha
pronta para todo líquido pútrido de mim evacuar
só aí estarei bem.
Ele estava certo só a verdade liberta.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Deito entre linhas onde me alinho
porque fora já não me sinto mais
Leio por subserviência,sobrevivência
como aquele que lê ao invés de respirar
Me escondendo entre os parágrafos
de uma estória fantasiando sobre essa
Sem pensar em mim
esquecendo,isso sim
Vivendo de ficção
para escapar da solidão
Saboreando a surreal doçura
para talvez fugir da loucura.
[Se alguém não quiser entender e falar, pois que fale
Eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabe-Maysa]
porque fora já não me sinto mais
Leio por subserviência,sobrevivência
como aquele que lê ao invés de respirar
Me escondendo entre os parágrafos
de uma estória fantasiando sobre essa
Sem pensar em mim
esquecendo,isso sim
Vivendo de ficção
para escapar da solidão
Saboreando a surreal doçura
para talvez fugir da loucura.
[Se alguém não quiser entender e falar, pois que fale
Eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabe-Maysa]
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Um momento em que resolvi fazer a poesia para uma amiga tão querida.
Lady Day
A bela adormecida vespertina
ainda não sei se és mais mulher
ou mais menina
ou outro místério qualquer
Diga- nos linda dama
és lady dy ou lady day?
se pôs a escrever e saiu da cama
mais alguns belos versos a surpreender-nos vai
Preciosa amiga mais que estimada e querida
que a todos assopra consolo e amparo das dores
mas não consegues aliviar sua própria ferida
e muito menos se desligar de seus tão guardados amores
Seus saltos,brincos e os vermelhos de suas unhas,não há de mostrar
o que uma mente brilhante e um coração sábio e grande o bastante
pode entender e nos surpreender com o que tal bela criatura pode aguentar
e quanto seus textos são bálsamos para um coração agonizante.
Perdoai-me Lady Day por versos tão pobres
aceitei-os com a humildade de alguém que só quer lhe agradecer
não só por outros versos,mas por atos tão nobres
e pense também que seu sucesso só espera para aparecer
Sei que não está á altura desta minha grande amiga Dyane,mas tem coisas que fazemos simplesmente porque o coração nos pede por fazer.Um grande beijo para você e que 2009
podemos rir e confabular teorias filosóficas loucas como sempre!
Lady Day
A bela adormecida vespertina
ainda não sei se és mais mulher
ou mais menina
ou outro místério qualquer
Diga- nos linda dama
és lady dy ou lady day?
se pôs a escrever e saiu da cama
mais alguns belos versos a surpreender-nos vai
Preciosa amiga mais que estimada e querida
que a todos assopra consolo e amparo das dores
mas não consegues aliviar sua própria ferida
e muito menos se desligar de seus tão guardados amores
Seus saltos,brincos e os vermelhos de suas unhas,não há de mostrar
o que uma mente brilhante e um coração sábio e grande o bastante
pode entender e nos surpreender com o que tal bela criatura pode aguentar
e quanto seus textos são bálsamos para um coração agonizante.
Perdoai-me Lady Day por versos tão pobres
aceitei-os com a humildade de alguém que só quer lhe agradecer
não só por outros versos,mas por atos tão nobres
e pense também que seu sucesso só espera para aparecer
Sei que não está á altura desta minha grande amiga Dyane,mas tem coisas que fazemos simplesmente porque o coração nos pede por fazer.Um grande beijo para você e que 2009
podemos rir e confabular teorias filosóficas loucas como sempre!
domingo, 21 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Pobr'alma
Ignorância assolada no pouco número de auroras
Assola
Assusta
Magoa
Dói
Indifere.
Existem tantas pobres almas assim?
Ai de mim,que pensem que fossem todas elas boas.
Assola
Assusta
Magoa
Dói
Indifere.
Existem tantas pobres almas assim?
Ai de mim,que pensem que fossem todas elas boas.
domingo, 23 de novembro de 2008
Agressão fantasiosa
Hoje me peguei em mais uma das situações pedantes da minha vida,sim agravada por essa carência repugnante em que me encontro.Nunca fui posta tanto em cheque em minha vida.Fiquei pensando,porque disso tudo,porque tanta dor,tanta desatenção,porque sou tão desvalorizada?Um tanto muito clichê,sim, muito eu diria,mas a questão era será que eu sou tão pouco assim?Não,não sou,já tô manjada para cair nas armadilhas tão fúteis da insegurança,é eu acho que ando me prendendo em gente que é muito pouco para mim,porque como dizia uma grande escritora,as vezes os outros não são tão grandes a ponto de realmente nos entender e nos amar,e se é assim,sim,são poucos,nâo nos merecem.Eu consigo enxergar que estou carente,mas,sabe quando se está em uma fase em que parece estar sendo testada,como se agora fosse a hora de provar que tudo que você diz,você faz realmente?Pois é,andei escorregando.Como fraco ser humano acabo caindo nas armadilhas da carência,e eu agora vejo que isso dói mais,muito mais que a rejeição,é saber que está errando e não ter forças para fazer o certo.O final é sempre o mesmo,dá tudo errado,porque infelizmente no mundo não existem só pessoas que se preocupam com a dor e sentimentos alheios,que tentam se controlar e não prometer demais,que conseguem manter seus atos,suas palavras,é existem pessoas que acabam brincando com o sentimento alheio,e outra coisa pior,muitas vezes não é por querer,mas dói,e não interessa se foi por mal ou não,dói,e isso não é brincadeira.O problema hoje em dia de muitas pessoas terem medo de amar,é porque sempre teve alguém que brincou com os sentimentos dela,não digo só amor romântico,pai,mãe,amigo e muitas outras pessoas.As pessoas ultimamente vivem numa era de aquário desatinada,uma empolgação supérflua e passageira,e ainda tentam se convencerem que toda essa bagunça é normal,não eu não vou fazer coro a massa sem voz,eu não vou concordar com essa flagelação descabida e exacerbada que se vê a cada esquina que se passa hoje em dia.Eu sei o que eu quero,e não vou me deixar levar pelos sentimentos efêmeros,sendo que sei que o que eu quero mais,o que eu quero é maior.O mundo não é de todos,a individualidade é usada e incorreta,não ensina a eles de si próprios.Cansei dessa euforia jovem de querer viver de tudo,querer provar de tudo,querer beijar a todos.Medíocre?É,talvez,mas pelo menos eu não carrego em meus sonhos levianamente a dor alheia da desiluzão alheia.Meu travesseiro é porto de uma cabeça leve de culpas.
Não sejamos hipócritas,queremos afago e amor,não queremos só sexo,queremos o verso e o reverso,as risadas e o choro molhando no ombro doado.Chega de nos enganarmos,chega disso tudo,quantos sofrem e quantos ainda mais sofrerão?Tomar cuidado com as pessoas,é isso que falta,a parte de uma humanidade que só serve de explicação para os erros dela mesma.Falta afeto,e o pior tá faltando amor.
Agredida pela falta de cuidado alheio.
Não sejamos hipócritas,queremos afago e amor,não queremos só sexo,queremos o verso e o reverso,as risadas e o choro molhando no ombro doado.Chega de nos enganarmos,chega disso tudo,quantos sofrem e quantos ainda mais sofrerão?Tomar cuidado com as pessoas,é isso que falta,a parte de uma humanidade que só serve de explicação para os erros dela mesma.Falta afeto,e o pior tá faltando amor.
Agredida pela falta de cuidado alheio.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Limpando o guarda-roupa.
Desde o começo desse blog,eu a autora dos textos que aqui redijo,fugi totalmente da idéia central que tinha desde que fiz esse blog.Normal,caí nas armadilhas melodramáticas da poesia,com palavras belas e rebuscadas,abusando dos sentimentos e situações alheios que vivia.Pois é,mas isso acabou.
Não digo que não farei mais poesias,só digo que me focarei mais no que eu sempre gostei mais de escrever,sobre a vida e sem os grandes rodeios que a poesia pede.
Porque eu sempre me fazia uma pergunta antes de escrever,o que eles querem ler?E na verdade,não é que eu não recebia a resposta por alguma falha minha,mas sim porque a pergunta que eu me fazia é que era errada.Não tenho que escrever o que as pessoas querem,e sim o que elas estão preparadas para ler.Sério,não se dá a obra completa de Miguel de Cervantes "Dom Quixote",para uma criança recém alfabetizada.Escrever de uma forma descontraída e mais simples é o melhor jeito de se aproximar do grande público,pois,o ser humano sempre encontra nas obras de arte,não só um modo de reflexionar sobre os inúmeros teoremas da vida,como também uma forma de relaxar,de sentir-se compreendido,de se entreter.
É tão difícil para escritores(inclusive os amadores como eu) serem objetivos e menos subliminares,porque na verdade a escrita também é um tipo de arte e na arte tem sempre algo auto-biográfico do artista.E não falo de obviedades,(ops,mais uma vez os enigmas e seus escritores)Talvez seja até algo que nem sabemos que temos em nós,e se revelar assim de graça dá medo,muito e em qualquer pessoa.
O que eu acabei rodeando como sempre,como uma boa virginiana obcecada em detalhes e explicações desnecessárias,é que em tempos de banalizações não só na escrita,mas na família,na mídia, nos princípios e sobretudo uma gigantesca banalização da vida,está mais do que na hora de pararmos de sermos tão covardes e egoístas e começarmos a sermos sinceros com o que queremos de verdade,pararmos de dar desculpas para os nossos instintos e vontades,deixarmos de sermos hipócritas e realmente assumirmos que tudo o que está acontecendo é resultado do que fomos e fizemos durante todos esses anos.Falei primeira pessoa do plural,porque,isso se aplica muito a mim,mas seria muita hipocrisia minha bancar a Madre Teresa para um problema tão geral.
Posso ser nova e meus poemas serem um saco,mas se for honesto consigo mesmo você vai ver que, além das minhas futilidades femininas e minhas espinhas,existe muita verdade.
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